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Manifesto Manicômio Nunca Mais! Por Uma Democracia Antimanicomial!

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Manifesto Manicômio Nunca Mais! Por Uma Democracia Antimanicomial!

 

Os Princípios que fundam a Luta Antimanicomial comprometem a Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo (FEASP) e todos os Movimentos da Luta Antimanicomial com as lutas sociais por garantia de direitos e pelo protagonismo do Cidadão na construção de uma sociedade que respeite as Diferenças e a Diversidade, e que seja mais democrática e igualitária.

Reconhecendo os desafios da sociedade brasileira nesse momento, a FEASP reafirma sua Luta por uma Sociedade mais justa, igualitária e por uma Democracia verdadeiramente Antimanicomial.

A história de nosso país que é fortemente marcada pela configuração de um Estado a serviço de interesses privados e por ter sofrido até a década de 1980 com uma ditadura Militar, quando foram utilizados os Hospitais Psiquiátricos para justificar a Exclusão e a Segregação dos “indesejados da sociedade” (ou seja, população pobre, negra e periférica), utilizando, também como instrumento para o isolamento e tortura de inúmeros dissidentes políticos e militantes de esquerda.

Dentro dos Hospitais Psiquiátricos esses Cidadãos à época ditos “Loucos” e/ou “Degenerados” sofreram com Eletrochoques (atualmente chamada de Eletroconvulsoterapia, que ainda é praticada por algumas instituições com a “justificativa” de “pesquisas”), Lobotomias (agora realizadas com micro-ondas), Trabalho Escravo (Laborterapia), castigos e punições físicas e psíquicas, obrigatoriedade de práticas religiosas, violação de correspondências e de outras comunicações, restrição ou impedimento de contato com o mundo exterior, isolamento (solitária), contenção física ou química, desassistência, medicalização da vida, dentre outras inúmeras violações aos Direitos Humanos. Dentre tais violações, viemos através desta carta reafirmar que a privação da liberdade fundamentada exclusivamente pelo saber medico e sem o direito de defesa do usuário, assim como a judicialização da saúde, não serão toleradas! O argumento da pressuposta periculosidade, que os manicômios judiciários se utilizam é intolerável, uma vez que o esperado por este sistema de justiça é que a sujeição às violências sociais seja legitimada, favorecendo que a população seja excluída da sociedade a fim de impedir a luta pelos seus direitos.

Essas violações ainda ocorrem dentro dos Hospitais Psiquiátricos, Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, Clínicas Psiquiátricas e de tratamento para usuários de álcool e drogas e Comunidades Terapêuticas, em benefício da “indústria da Loucura” que lucra com o Sofrimento Humano; trazendo lucros imensos para os “Carrascos da Diversidade e Diferença”, incluindo os proprietários das instituições, políticos, pesquisadores, indústria farmacêutica dentre outros.

No contexto dos retrocessos à política da Reforma Psiquiátrica e das políticas públicas é simbólico apontarmos que recentemente a coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde foi substituída por um profissional que não possui o perfil apontado pela 3ª Conferência Nacional de Saúde Mental, e atualmente não temos a garantia de que a queda desse coordenador legitimará um profissional com o perfil ditado pela Conferência, ou seja, alguém que seja reconhecidamente do campo da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial.

O manicômio é a expressão de uma estrutura presente nos diversos mecanismos de opressão na sociedade. A opressão nas fábricas, nas instituições de privação de liberdade de adolescentes, nos cárceres, a discriminação contra negros, homossexuais, índios, mulheres. Lutar pelos direitos de cidadania dos usuários de serviços de saúde mental significa incorporar-se à luta de todos (as) os (as) trabalhadores (as) por seus direitos à saúde, justiça e melhores condições de vida! (Carta de Bauru, 1987, adaptada).

A Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, a democracia e a cidadania em nosso país foram conquistas no contexto da luta política pela redemocratização, no qual teve seu maior marco, da experiência democrática brasileira, a promulgação da Constituição Federal em 1988. Desse período até a atualidade tivemos inúmeras conquistas, e apesar da promulgação da Lei 10.216/2001 enfrentamos tentativas de retrocesso como a PEC 143/15 que está tramitando no Congresso nacional atualmente; sua aprovação decretaria a morte do SUS atrelada a DRU, as leis antidrogas e o subfinanciamento do SUS. Esses retrocessos dentre outros buscam a perpetuação e manutenção do poder político e econômico de uma pequena parcela da população, conservadora e reacionária, que se favorece com o silenciamento e enfraquecimento da população, especialmente, dos movimentos e entidades da sociedade civil, tal como da grande parcela da população pobre, marginalizada e vulnerabilizada).

Compreendemos que a promoção, a produção da saúde e a emancipação dos determinantes sociais, são indissociáveis da garantia de direitos sociais e da democracia. Aqueles que não obtiveram aprovação nas urnas e que se associam aos interesses de empresários financiadores inescrupulosos (do capital que se favorece pelo enfraquecimento e minimização do Estado), setores do judiciário e da mídia, mancomunados para produzir atalhos que poderão escrever, se tiverem êxitos, uma história de trevas e atraso para o nosso país.

Nós, que prezamos e lutamos pela democracia, não podemos aceitar essa afronta ao Estado Democrático de Direito. Não vamos permitir retrocessos! Conclamamos todas (os) as (os) Militantes da Luta Antimanicomial a se unirem na luta pela democracia e contra o golpe. Repudiamos também o clima de ódio fomentado pelas grandes mídias. Se nos calarmos diante desta ilegalidade democrática, estaremos nos calando diante da intolerância com o desigual, diante da violência contra os ditos “loucos”, usuários de drogas, comunidade LGBT, mulheres, negros e periféricos. Respeito à diferença coerente com os princípios do SUS como a equidade.

Denunciamos também que o SUS sofre há muitos anos com ataques constantes dos mesmos setores da sociedade, incluindo a mídia que apoiam hoje o golpe. Uma política pública conquistada e patrimônio do povo brasileiro, que se encontra ameaçada com a agenda de subfinanciamento apresentada por grupos golpistas, com graves consequências à universalidade, integralidade e equidade. Só existe SUS na Democracia e só existe Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e Atenção Psicossocial se todos os princípios do SUS, SUAS e Direitos Humanos e a própria Democracia estiverem garantidos.

Denunciamos que está em curso no congresso nacional e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e no Poder executivo do Estado de São Paulo ações que retrocedem nos direitos de todas (os) as cidadãs e cidadãos.

Portanto em Defesa de uma Democracia Antimanicomial, consideramos importante dizer:

  • NÃO ao Golpe de Estado
  • NÃO à volta da Ditadura no Brasil
  • NÃO ao desmonte do SUS através de seu subfinanciamento e do financiamento dos planos de saúde.
  • NÃO à internação compulsória
  • NÃO à Eletroconvulsoterapia (Eletrochoque) e a Lobotomia
  • NÃO à PEC 143/15 que decreta a Morte do SUS
  • NÃO a Redução da Maioridade Penal que criminaliza a infância e adolescência;
  • NÃO a regulamentação e ao financiamento público das Comunidades Terapêuticas;
  • NÃO a proposta de criação do Estatuto da Família que exclui a diversidade das composições familiares;
  • NÃO à privatização e a terceirização da gestão do SUS, do SUAS e da Educação;
  • NÃO à criminalização das Drogas;
  • NÃO à violência policial
  • NÃO ao Genocídio da População negra, pobre e periférica;
  • NÃO à “Bolsa Crack” e a expansão dos leitos de Hospitais Psiquiátricos no Estado de São Paulo;
  • NÃO à medicalização e Patologização da Vida;
  • NÃO à Unidade Experimental de Saúde;
  • NÃO aos Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (Manicômio Judiciário), Unidade Experimental de Saúde e todas as instituições de privação de liberdade.

Para a superação da lógica manicomial que persistem em nossa sociedade, reivindicamos:

  1. O fechamento imediato de todos os Hospitais Psiquiátricos do Brasil;
  2. Reforma Política com participação popular;
  3. Democratização da Mídia e dos meios de comunicação;
  4. O cumprimento integral do ECA;
  5. A instituição de 10% da arrecadação Bruta para o financiamento do SUS;
  6. Taxação das Grandes Fortunas e Heranças;
  7. O fechamento de todos os Leitos de Hospitais Psiquiátricos e a realocação dos recursos públicos para o financiamento da Rede de Atenção Psicossocial –RAPS;
  8. A descriminalização do aborto;
  9. A implantação de uma Política Pública de drogas Inclusivas e não Segregativas com o fortalecimento da Política de Redução de Danos e a Legalização das Drogas;
  10. Legitimação por parte do Estado do Controle Social e da Participação Popular como espaços decisórios;
  11. A implantação do Conselho Gestor em Todos os Serviços de Saúde;
  12. Desmilitarização das Policias Militares;
  13. Despatologização das orientações sexuais e identidades de gênero;
  14. Por um modelo de atenção centrado na pessoa e na garantia dos Direitos Humanos com Fortalecimento da RAPS;
  15. O financiamento do Estado de São Paulo na implantação das RAPS Regionais pactuadas (serviços); retirando o financiamento do governo do estado de São Paulo dos Leitos de Hospitais Psiquiátricos e Comunidades Terapêuticas e transferindo-os para a RAPS;
  16. Investimento público em Educação Popular em Saúde e em Direitos Humanos
  17. A Gestão pública de recursos naturais: A estatização da SABESP e Eletropaulo;
  18. Fortalecimento e ampliação de práticas de cuidado que visem à integralidade da atenção, ampliação de redes de saúde e qualificação da formação profissional;
  19. Revogação a Lei Estadual 1131/2010 que permite ao Estado vender 25% das vagas de serviços SUS para os Planos de Saúde Privados e particulares, cerceando os direitos dos usuários do SUS e atacando diretamente os princípios do SUS;
  20. O Fortalecimento dos Princípios do SUS, SUAS e da Reforma Psiquiátrica, princípios da luta antimanicomial e atenção psicossocial na formação universitária acadêmica.
  21.  Pela revogação da resolução 001/2015 do Conselho Nacional de Políticas de Drogas, que regulamenta as comunidades terapêuticas no âmbito da SENAD/Ministério da Justiça.

Manicômio Nunca Mais! Por uma Democracia Antimanicomial!!!!

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DEFENDER O SUS É DEFENDER A DEMOCRACIA

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DEFENDER O SUS É DEFENDER A DEMOCRACIA

No último 7 de abril a FEASP participou do Ato do Dia Mundial da Saúde.

Segue a Carta Aberta da Manifestação de 2016:

Diante das ameaças às conquistas sociais alcançadas na Constituição de 1988, que hoje partem especialmente das bancadas no Congresso Nacional a serviço dos interesses do mercado e contrárias aos direitos de todos, convocamos a participação popular no Dia Mundial de Saúde (7 de Abril) em defesa do SUS e da democracia. O SUS é um patrimônio do povo brasileiro e deve ser defendido como tal: é fundamental que seja preservado seu caráter 100% público, para assim continuar oferecendo atendimentos universal e gratuito para todos e todas.

Nos contrapomos aos ataques ao direito à saúde e manifestamos mais uma vez nossa incondicional defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), que é resultado das lutas sociais de um amplo conjunto de movimentos, conquista do povo brasileiro, fundada nos princípios da universalidade, integralidade, equidade e descentralização, com base no controle social e na ampla participação da comunidade.

Contra toda e qualquer discriminação, queremos políticas de enfrentamento, e o direito à participação e inclusão dos segmentos sociais vulneráveis, mulheres, pessoas idosas, população negra, povos indígenas, juventude, pessoas com deficiências, quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, ribeirinhos, caiçaras, população do campo, LGBTT, em situação de rua, entre outros.

Contra a criminalização dos movimentos sociais, defendemos a implantação da Política Nacional de Participação Social, instrumento de consolidação da participação social como método de governo.

Contra todos os ataques aos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, defendemos reformas que aprofundem a democracia e fortaleçam a participação social nas decisões políticas, em especial por meio de plebiscito, referendo, projetos de lei de iniciativa popular com tramitação prioritária no Legislativo e mecanismos de democracia direta.

Contra a adoção de modelos privatizantes de gestão dos serviços públicos, denunciamos a ineficácia e a ineficiência da transferência de equipamentos do SUS para a iniciativa privada e, como já foi defendido em diversas conferências, manifestamos nossa oposição às OSs (Organizações Sociais), OSCIPs (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), Fundações Estatais de Direito Privado e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, defendendo a revogação das leis que as criaram.

Em defesa da saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas, nos manifestamos:

  1. Pelo controle social com autonomia e independência perante a gestão, pelo respeito e implementação das deliberações dos Conselhos de Saúde e das Conferências de Saúde nas três esferas de governo;
  2. Por um Plano de Carreira Nacional para trabalhadoras e trabalhadores do SUS, com concursos públicos pelo Regime Jurídico Único, formação e capacitação permanente;
  3. Contra a PEC 451/2014 que afronta o SUS e a saúde como direito de todos(as) e dever do Estado, estabelecendo que empresas contratem planos de saúde privados para os trabalhadores;
  4. Contra os subsídios públicos e pelo fim da renúncia fiscal aos planos privados de saúde e em apoio à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os planos de saúde;
  5. Contra a entrada do capital estrangeiro nos serviços de assistência à saúde e pela revogação do artigo 142 da Lei 13.097/2015;
  6. Contra cortes e contingenciamento ao Orçamento da saúde e contra a EC 358/2015 que trata do orçamento impositivo, por retirar recursos da saúde pública;
  7. Pela destinação mínima de 10% das Receitas Correntes Brutas da União, ou equivalente, para a saúde, e contra a prorrogação da DRU (Desvinculação das Receitas da União);
  8. Pela taxação de grandes fortunas como nova fonte de recursos para a saúde e pela Reforma Tributária;
  9. Pela eliminação do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal para despesa com pessoal e apoio ao PL 251/2005, que amplia a possibilidade de gastos com pessoal para o setor saúde;
  10. Contra o PL 131/2015, do Senado, que entrega a exploração do Pré-Sal ao capital internacional, acaba com o Regime de Partilha e revoga a participação obrigatória da Petrobras, prejudicando o financiamento do SUS com o esvaziamento do Fundo Soberano do Pré-Sal, que prevê a destinação de recursos para a saúde e educação;
  11. Em defesa da Petrobras, que corresponde a 13% do Produto Interno Bruto (PIB), e contra o projeto de lei que acaba com a obrigatoriedade legal de a Petrobrás ter participação mínima de 30% em todas as áreas do pré-sal;
  12. Contra o PL do Senado 30/2015 (PL 4330/2004, da Câmara), que defende a terceirização e flexibilização do trabalho, que permite a terceirização inclusive da atividade-fim, rompendo com todos os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros;
  13. Contra as Medidas Provisórias 664 e 665, convertidas nas Leis 13.134/2015 e 13.135/2015, que retiram direitos previdenciários e trabalhistas;
  14. Por uma política econômica que preserve emprego e renda sem diminuir investimentos sociais;
  15. Por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político Brasileiro, eleita por meio de financiamento público de campanha;
  16. Pela implantação da Política Nacional de Saúde da trabalhadora e do trabalhador e pela penalização do assédio moral no trabalho;
  17. Pela implantação plena da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e da Rede de Atenção Psicossocial, contra todas as formas de manicômio, pelo fim das internações compulsórias e a judicialização da vida e contra a destinação de dinheiro público às comunidades terapêuticas;
  18. Contra a privatização dos recursos naturais, pelo acesso à água como direito humano e pelo fim da impunidade aos crimes ambientais;
  19. Pelo uso racional dos insumos e tecnologias de saúde com o fim da medicalização e patologização de nossa população;
  20. Pelos direitos sexuais e reprodutivos, contra o PL 5.069/2013, que dificulta o acesso ao aborto legal para mulheres vítima de abuso sexual, e pela descriminalização do aborto;
  21. Pelo fim do genocídio da população negra e pela aprovação do PL 4.471/2012, que elimina a denominação “autos de resistência” (ou “resistência seguida de morte”), nos registros de ocorrências, para “lesão corporal (ou morte) decorrente de intervenção policial”;
  22. Pela defesa da infância e juventude brasileira, contra a PEC 171/1993 que reduz a maioridade penal em tramitação no Senado e pelo fortalecimento das políticas públicas de educação;
  23. Por uma reforma do Judiciário para a cidadania, com controle social.

ENTIDADES QUE ASSINARAM A CARTA

  1. UGT – União Geral dos Trabalhadores
  2. SCSP – Sindicato dos Comerciários de São Paulo
  3. Fórum de Saúde de Campo Limpo
  4. Sindicato dos Médicos de São Paulo
  5. Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo
  6. Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo;
  7. União dos Movimentos Populares de Saúde de São Paulo;
  8. Plenária Municipal de Saúde;
  9. Plenária Estadual de Entidades e Movimentos de Saúde de São Paulo;
  10. Fórum Social de Cidade Ademar e Pedreira;
  11. Associação Brasileira do Lixo Marinho;
  12. Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo;

 Para Maiores Informações consulte a matéria do SinPsi Clique Aqui

Reunião Ampliada da FEASP

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A Frente Estadual Antimanicomial – FEASP convida a militância da Luta Antimanicomial de São Paulo para se reunir no dia 01/03 – Terça- 19h – SinPsi, R. Aimberê 2053 – Metrô V. Madalena para discutir estratégias de luta na agenda do #ForaValencius, Comunidades Terapêuticas e Dia Nacional da Luta Antimanicomial – 18 de Maio de 2016.

Aguardamos à todas e todos!

Por uma Sociedade Sem Manicômios!

FRENTE ESTADUAL ANTIMANICOMIAL-FEASP

Homenagem à Marcus Vinicius em SP

Homenagem à Marcus Vinicius em SP

18 de fevereiro de 2016 – Homenagem ao Marcus Vinicius no 3º Ato Fora Valencius

Muito difícil esta tarefa de, em nome do Instituto Silvia Lane, homenagear um amigo e companheiro morto de forma tão brutal e covarde em um crime que não ficará impune!

Há quase 30 anos iniciamos uma militância conjunta, em seguida materializada no Movimento Pra Cuidar da Profissão, por uma Psicologia comprometida com a transformação social e os direitos humanos no Brasil e na América Latina. Marcus Vinicius era imprescindível , com sua capacidade de liderança, de formulação, com seu jeito duro e doce de acolher as diferenças e produzir mais potência nos coletivos.

Sua intransigência com a falta de cuidado, sua capacidade de se indignar com o desrespeito aos direitos humanos, sua sensibilidade para pensar o cuidado singular, em liberdade,  foi uma força propulsora dos movimentos mais importantes da nossa luta por um país sem manicômios! Ele sempre estava lá! Nunca fugiu à luta!

Está difícil seguir a vida, a luta sem ele! Perdemos, para parafrasear uma campanha dos conselhos de psicologia que ele ajudou a construir, o melhor do melhor, mas com certeza o melhor modo de homenagea-lo é redobrando nosso compromisso e nossa incansável dedicação às muitas lutas por um mundo mais plural, mais justo e solidário.

Retroceder nunca!
Marcus Matraga: presente!

 

Lumena de Castro Furtado

Audiência Pública sobre Comunidades Terapêuticas

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo – CONDEPE está realizando em parceria com a FEASP uma Audiência Pública sobre Comunidades Terapêuticas em 4 blocos.

Os próximos blocos acontecerão em 19 de fevereiro de 2016 às 13:30 horas, no Auditório do CRP-SP,  R. Arruda Alvim, 89 – Jardim Paulista – São Paulo/SP, e no dia 29 de fevereiro de 2016 às 13:00 horas também no Auditório do CRP-SP.

Convidamos a Militância da Luta Antimanicomial e da Saúde Pública para participar e contribuir com as preposições do CONDEPE ao estado de São Paulo !

Os blocos 3 e 4 se aprofundarão à discussão das Comunidades Terapêuticas dentro das seguintes temáticas:

Bloco 3, representado pela discussão sobre as interfaces com as políticas de segurança, justiça e extermínio e encarceramento, seja a terceira Audiência Pública na data do dia 19/02/2016, das 13h30 às 18h, no auditório do Conselho Regional de Psicologia. Nesses moldes, segue a programação:

13h30 – 14h
Composição da Mesa e Abertura do CONDEPE

14h – 14h30
Encarceramento, Genocídio e Falência da dita “Política de Guerra às Drogas”
– Aristeu Bertelli (Técnico DPESP)

– Djalma Costa [CEDECA Interlagos]

14h30 – 15h30
Mesa debatedora: apresentação dos modelos
– Juiz Samuel Karasin – Magistratura

– Dr. Arthur Pinto Filho – Ministério Público

– Núcleo de DH – DPESP

– Representação de órgãos e Segurança Pública

15h30 – 17h
Blocos de participação pública

17h – 18h
Encaminhamentos e encerramento

Bloco 4, representado pela discussão sobre as práticas de salvacionismo e precarização da força de trabalho empregadas no modelo das Comunidades Terapêuticas, seja a quarta Audiência Pública na data do dia 29/02/2016, das 13h às 18h no auditório do Conselho Regional de Psicologia, sito Rua Arruda Alvim, 89 – Jardim Paulista – São Paulo. Nesses moldes, segue a programação:

13h – 14h
Composição da Mesa e Abertura do CONDEPE

14h – 14h30
Os perigos da reprodução dos discursos religiosos como parte do modelo de cuidado associado às práticas de laborterapia no tratamento de usuários abusivos de álcool e outras drogas Rosemeire Silva – RENILA

14h30 – 15h10
Mesa debatedora:
– Representação (FEBRACT) [laborterapia e laicidade]

– Luiz Berne (CRP-SP): Discussão sobre Estado Laico

– Mª de Lourdes Piunti (CREFITO) Discussão sobre Laborterapia e Precarização da mão-de-obra

15h10 – 15h30
Relato de experiência de ex-interno [MNDH]

15h30 – 17h
Blocos de participação pública

17h – 19h
Encaminhamentos, Recomendações e Encerramento

Grupo Nó de Cegos a Comissão de Frente da Luta Antimanicomial

O Grupo de Teatro Nó de Cegos vem eletrizando desde 2015 as Marchas da Luta Antimanicomial com toda sua criatividade e militância. O grupo é composto por trabalhadores e usuários da Rede de Atenção Psicossocial de São Bernardo do Campo do serviço NUTRARTE (Núcleo de Trabalho e Arte).

Fruto de uma Política Pública alinhada com a Reforma Psiquiátrica Antimanicomial o grupo está mostrando a que veio nas ruas da Paulista!

Segue as fotos da performance que queima as Camisas de Força no 2º Ato #ForaValencius

A preparação para o 3º Ato #ForaValencius está prometendo!

Maiores informações sobre o 3ºAto #ForaValencius: Clique no link do evento aqui!

 

3º Ato #ForaValencius

3º Ato #ForaValencius

No próximo 18 de fevereiro a FEASP organiza o 3º Ato #ForaValencius e convocamos a militância da Luta Antimanicomial para compor a Marcha!

No 1º Ato #ForaValencius um coletivo de militantes convocados pela FEASP foram até o Núcleo Estadual do Ministério da Saúde em São Paulo apresentar a carta construída pelo coletivo ampliado da FEASP pedindo pela exoneração do Coordenador de Saúde Mental Valencius Wurch. Nesse ato interditamos a Av. 9 de Julho com nossa loucura e criação artística pedindo Fora Valencius, Manicômio Nunca Mais!

No 2º Ato #ForaValencius juntamos 1.500 militantes para juntos marchar pela paulista até o escritório da presidência da república para protocolar nossa carta à Dilma que pede a garantia da Reforma Psiquiátrica e o Fora Valencius. Incendiamos camisas de força [literalmente] e mostramos nossa força na luta por uma sociedade sem manicômios!

Agora estamos às vesperas do 3º Ato #ForaValencius e já temos a garantia de que a nossa luta não adormece!

AMANHÃ VAI SER MAIOR!

Enquanto permanecer Valencius Wurch na Coordenação Nacional de Saúde Mental Álcool e outras Drogas estaremos nas ruas e na luta!

Nem um passo atrás, manicômio nunca mais!

O manicômio persiste e a luta resiste!

Valencius pede pra sair!

Clique Aqui para abrir o evento!

Data: 18/02/16 às 13h

Local: Vão do MASP