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VI Prêmio Carrano de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos

Publicado em

Fonte: Coletivo Gato Seco – Nos Telhados da Loucura

Gato Seco – Nos Telhados da LoucuraBiblioteca Pública Alceu Amoroso Lima 

Convidam para a entrega do

VI Prêmio “CARRANO” de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos

Imagem

Imagem do Prêmio

A cerimônia de premiação acontecerá no dia 14 de maio de 2014 (quarta-feria), às 19 horas, no Auditório da Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima, na Av. Henrique Schaumann, 777 (Esq. Rua Cardeal Arcoverde), em Pinheiros. A entrada é FRANCA.

Os convidados para receber o prêmio este ano de 2014 são:
1. Adriano Diogo;
2. Antônio Lancetti;
3. Ariel de Castro Alves;
4. Centro Santo Dias de Direitos Humanos;
5. Claudia Valéria Ribeiro;
6. Daniela Arbex;
7. Instituto Vladimir Herzog;
8. José Ibrahim;
9. Marília Capponi;
10. Operação “Braços Abertos”.

Para homenagear treze personalidades, faremos menção a quatro nomes importantes da Luta Antimanicomial e Direitos Humanos, Antonin Artaud, Nize da Silveira, Carlos Marighela e Frei Tito.

SOBRE OS PREMIADOS DE 2014

1. Adriano Diogo: É geólogo formado pela USP. Nasceu em 30 de março de 1949, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo. Desempenhou papel importante no movimento estudantil paulista durante a ditadura militar na década de 70. Foi eleito quatro vezes vereador da cidade de São Paulo e, em cada legislatura, deixou as marcas de seu trabalho. Assumiu a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente em 2003, onde realizou uma gestão inovadora, incentivando a participação popular, que foi fundamental para a criação de sete parques e mais de 30 praças, nos locais mais carentes de áreas verdes. Atualmente, Adriano Diogo exerce seu 3º mandato de Deputado Estadual na Assembléia Legislativa. É presidente da Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva” e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Saiba mais: http://www.adrianodiogo.com.br.

2. Antônio Lancetti: Psicanalista, militante da luta antimamicomial, participou das redes alternativas de psiquiatria, do grupo de saúde mental do Pt e do plenário de trabalhadores de saúde mental de SP. Analista institucional participou da intervenção no Hospital Anchieta em Santos e foi secretário de ação comunitária na gestão de Davi Capistrano na mesma cidade. Coordenador do projeto “Qualis” em SP, foi fundador das primeiras equipes volantes de saúde mental atuando junto ao Programa Saúde da Família (PSF). Atualmente é consultor do projeto caminhos do cuidado, do ministério da saúde e da operação de braços abertos em São Paulo. Supervisor e consultor dos serviços de atenção para álcool e drogas de São Bernardo do Campo e dos CAPS de Guarulhos. Autor de inúmeras publicações no campo antimanicomial, dentre elas “A Clínica Peripatética”, é coordenador da coleção SAUDELOUCURA, da Editora Hucitec.

3. Ariel de Castro Alves: Advogado desde 2000, com especialização em gestão de políticas públicas de direitos humanos e segurança pública pela PUC-SP. É Coordenador da Comissão da Criança, Adolescente e Assistência Social do Sindicato dos Advogados de São Paulo, membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH, do Núcleo de Trabalhos Comunitário da PUC- SP e do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo. Também é integrante do Condeca (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente). Foi fundador da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Foi conselheiro do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), secretário geral do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (Condepe) e presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo. Foi professor da Faculdade Paulista de Serviço Social, da Faculdade Mauá, do Centro de Formação da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, do Curso de Pós Graduação em de Políticas Públicas para a Infância e Juventude da Universidade Metodista e do Curso de Pós Graduação em Segurança Pública da PUC- SP. Foi assessor da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo e assessor jurídico da Fundação Projeto Travessia. É também um dos fundadores das entidades internacionais Justiça Global e da seção brasileira da Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura (ACAT). Saiba mais: https://www.facebook.com/ariel.decastroalves.

4. Centro Santo Dias de Direitos Humanos: Constituído na Arquidiocese de São Paulo é uma entidade de defesa dos direitos fundamentais do cidadão. Tem como missão a superação da violência e a promoção dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais, tendo em vista a construção de uma sociedade mais justa, solidária e pacífica. Fundado em 1980, tem como presidentes de Honra, Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo e Dr. Hélio Bicudo, jurista e sócio fundador do Centro Santo Dias. O CSD nasceu da preocupação com a crescente onda de violência policial que atingia a cidade de São Paulo, sobretudo sua população mais pobre, moradora da periferia da capital paulista e principal vítima dos atos arbitrários cometidos por policiais civis e militares. Desde então, o CSD atua como órgão de defesa da pessoa humana e da coletividade. No período em que a Defensoria Pública não estava constituída no Estado de São Paulo prestou assistência jurídica gratuita para vítimas de violência policial e seus familiares. O trabalho cotidiano de combate à violência policial levou o CSD a atuar no campo das políticas públicas, propondo mudanças na legislação e a criação de instâncias de controle da atividade policial no Estado de São Paulo, como a Ouvidoria de Polícia e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe). Saiba mais: http://www.centrosantodias.org.br.

5. Claudia Valéria Ribeiro: É militante do Movimento de Luta Antimanicomial e tem participado de várias ações, entre elas o Prêmio Arthur Bispo do Rosário.

6. Daniela Arbex: É uma das jornalistas do Brasil mais premiadas de sua geração. Repórter especial do jornal Tribuna de Minas há 18 anos, tem no currículo mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, por suas matérias sobre Direitos Humanos, entre eles três prêmios Esso, o mais recente recebido em 2012 com a série “Holocausto brasileiro”, dois prêmios Vladimir Herzog (menção honrosa), o Knight International Journalism Award, entregue nos Estados Unidos (2010), e o prêmio IPYS de Melhor Investigação Jornalística da América Latina e Caribe (Transparência Internacional e Instituto Prensa y Sociedad), recebido por ela em 2009, quando foi a vencedora, e 2012 (menção honrosa). Em 2002, ela foi premiada na Europa com o Natali Prize (menção honrosa).Daniela é autora do livro-reportagem Holocausto brasileiro, lançado em 2013. O livro revela uma das tragédias brasileiras mais silenciosas: a morte de 60 mil pessoas dentro do maior hospício do país, o Hospital Colônia de Barbacena (MG). Trecho da resenha da obra, escrita pelo geógrafo e educador Guilherme Fioravante: “Holocausto brasileiro dá voz a um grito que, no Brasil, só faz-se calar. Analisa o sistema manicomial como o fazem Estação Carandiru e Carcereiros, de Dráuzio Varela, em relação ao sistema prisional, e Rota 66, de Caco Barcellos, à violência policial. Unem-se a tantos outros títulos que desvelam episódios trágicos de nossa história, produtos de um estado de confusão e violência, cujos ruídos se abafam em meio ao volume de nossas ocupações cotidianas.”. Saiba mais sobre o livro: http://geracaoeditorial.com.br/blog/holocausto-brasileiro.

7. Instituto Vladimir Herzog: O Instituto Vladimir Herzog é uma entidade sem fins lucrativos fundada em Junho de 2009, com sede à Rua Padre Carvalho, 57, Pinheiros, São Paulo-SP. Tendo como missão contribuir para a reflexão e produção de informação que garantam o direito à justiça e o direito à vida, o Instituto desenvolve sua atuação sobre três pilares: preservar, construir e compartilhar (Saiba sobre estas ações mais aqui). Também integra o escopo do Instituto a produção de publicações, como a recém-lançada edição fac-similar do EX-, jornal expoente da chamada mídia alternativa e o livro “As Capas desta História”. Em setembro de 2011 o Instituto Vladimir Herzog recebeu do Ministério da Justiça a certificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Ainda em 2011 o Instituto Vladimir Herzog recebeu o Prêmio Especial de Direitos Humanos da Presidência da República – categoria Memória e Verdade, pela sua contribuição no resgate da história recente do Brasil em cerimônia com a presença da Presidenta Dilma Rousseff. Saiba mais: http://vladimirherzog.org.

8. José Ibrahim: Líder Sindical, militante contra a Ditadura Militar, foi preso e exilado político. Foi um dos fundadores do Instituto Zequinha Barreto e militante constante dos Direitos Humanos.

9. Marília Capponi: Psicóloga é Conselheira do Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região – CRP-SP (gestão 2013-2016), onde coordena o Núcleo Álcool, Drogas e Medicalização, coordena o 7º Prêmio Arthur Bispo do Rosário, criado em 1999, organizado pelo CRP-SP juntamente com entidades vinculadas a área de saúde mental; coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS AD 3 Mauá, trabalhadora do Bar Saci; Presidente da Associação Vida em Ação.

10. Operação Braços Abertos: Destinado a dependentes de crack e moradores de rua da região da Luz, no centro da cidade de São Paulo, o programa da Prefeitura de São Paulo iniciado em Janeiro de 2014 oferece vagas em oito hotéis da região central, três refeições diárias, participação em uma frente de trabalho, duas horas de capacitação e renda de R$ 15 por dia. Aos finais de semana, todos os beneficiários têm ainda a oportunidade de participar de oficinas de arte, música e cultura, além de aulas de esporte. Segundo o levantamento, foram 887 atendimentos médicos, 465 atendimentos pela equipe de saúde, 505 encaminhamentos para serviços de saúde, 3.902 abordagens realizadas nos hotéis pelos agentes de saúde e 2.760 abordagens na tenda da Prefeitura. Também foram realizadas 1.710 abordagens no local de uso de drogas, 36 tratamentos odontológicos e outros 50 ações coletivas de odontologia e mais 240 encaminhamentos para serviços de saúde por agentes comunitários. Além desses atendimentos, 122 estão em tratamento voluntário nos CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) da região. Segundo o levantamento, foram 887 atendimentos médicos, 465 atendimentos pela equipe de saúde, 505 encaminhamentos para serviços de saúde, 3.902 abordagens realizadas nos hotéis pelos agentes de saúde e 2.760 abordagens na tenda da Prefeitura. Também foram realizadas 1.710 abordagens no local de uso de drogas, 36 tratamentos odontológicos e outros 50 ações coletivas de odontologia e mais 240 encaminhamentos para serviços de saúde por agentes comunitários. Além desses atendimentos, 122 estão em tratamento voluntário nos CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) da região. Até o fim de abril, 16 beneficiários do programa retornaram para suas famílias, mas continuam em atendimento no POT (Programa Operação Trabalho). E outras 31 pessoas deixaram as atividades do programa. O levantamento mostra ainda que 12 crianças foram matriculadas em creches; 138 pessoas conseguiram tirar novos documentos e 18 foram levadas para atendimento na Defensoria Pública do Estado. Dados das equipes de saúde divulgados no acompanhamento de dois meses indicam a redução de 50% a 70% no consumo de médio de crack, como consequência, entre outros fatores, do resgate social e de atividades que organizam a rotina diária.

PREMIADOS EM ANOS ANTERIORES

Agência Popular Solano Trindade; Allan da Rosa; Ana Elisa Siqueira; Associação Capão Cidadão; Associação Quintal Cultural; Cacá Pinheiro; Carlos Costa (Carlão da Banda Redonda); Carlos Eduardo Ferreira (Maicon); Carlos Giannazi; Casa do Saci; Clara Charf; Centro de Convivência é de Lei; Cia de Artes Balú; CRP-SP; Comitê contra o Genocídio da Juventude Pobre, negra e periférica; Daniela Skromov; Dom Paulo Evaristo Arns (representado por Paulo Pedrini); Dom Pedro Cassaldáliga; Gegê (MTST); Geraldo Peixoto; Givanildo Manoel da Silva “Giva”; Grife Dasdoida; Grupo Tortura Nunca Mais (Representado por Rose Nogueira); Ilú Oba de Min; José Roberto Aguilar; Laís Bodanzky; Leci Brandão; Luciano Santos; Mães de Maio; Magrão (Amigo de Carrano); Marcos Abranches; Marcos Garcia; Maria Amélia Teles “Amélinha”; Maria Rita Khel; Multirão Cultural da Quebrada; Paulo Amarante; Paulo César Sampaio; Raquel Trindade; Rede Social de Justiça e Direitos Humanos; Reinaldo Luz; Revista Ocas; Sebastião Nicomedes; Senador Eduardo Suplicy; Sonia Rainho; Tia Dag (Casa do Zezinho); Tico (Escritor); Toninho Rodrigues; Xico Sá e Z’África Brasil.

APOIOS

O Autor na Praça, Movimento Trokaoslixo, Mutirão Cultural da Quebrada, Fórum Paulista de Luta Antimanicomial, Movimento Nacional de Luta Antimanicomial, Grupo Tortura Nunca Mais, AEUSP – Associação dos Educadores da USP, CRP-SP – Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, O Cantinho Português, Vitrine Produção, Max Design, Enlace Média, Artver, Tchês Burguer, Prefeitura do Município de São Paulo / Departamento de Bibliotecas, SINTUSP – Sindicato dos Trabalhadores da USP e outras entidades e instituições ligadas ao tema.

REALIZAÇÃO

Coletivo Gato Seco – Nos telhados da Loucura.

Para mais informações:

Edson Lima: 3739-0208/ 95030-5577

Adriano Mogli – 99632 4748.

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Sobre antimanicomialsp

A Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo surgiu do processo de organização da IV Conferencia de Saúde Mental - Intersetorial etapa São Paulo. Onde diversas organização, movimentos, entidades e militantes se uniram e realizaram a Plenária Estadual de Saúde Mental (diante da não convocação por parte do Governo do Estado de São Paulo). A idéia da Frente surgiu dessa experiência de organização da IV Conferência e também diante da conjuntura de rearticulação do setor manicomial e de ataque as conquistas do Sistema Único de Saúde, que exige atividades unificadas entre os mais diversos movimentos e organizações antimanicomiais. Visando aglutinar forças para defender a Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e o SUS.

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