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Boletim da Associação Paulista de Saúde Pública (APSP) – Abril/ 2014

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Boletim da Associação Paulista de Saúde Pública (APSP) - Abril/ 2014

ESTAMOS PERDENDO O JOGO E O CAMPEONATO!

É quase impossível escapar do clima – e da linguagem futebolística! – nesses tempos de Copa do Mundo no país do futebol. Se vai ter ou não Copa, não sabemos… O fato é que, fosse a agenda da saúde no Brasil um campeonato de futebol, digamos uma final entre o Privado Futebol Clube e o Clube de Resgate Público do SUS, jogado no Campo dos Defensores dos Direitos Cidadãos, e arbitrado pela Federação dos Interesses Corporativos, arriscaríamos dizer que o Privado estaria ganhando de uns 2 x 0, isso lá pelos 35 minutos do segundo tempo! Como imaginamos ser uma final, restaria ao Resgate do SUS buscar um empate no tempo regulamentar e tentar virar o jogo na prorrogação… O técnico do Resgate então precisaria adotar tática radical: parar a jogada do financiamento público do Privado, para que perdesse força de ataque! E reforçar a defesa do SUS, pondo em campo seu principal jogador: os 10% da Receita Corrente Bruta! Precisaria ainda o ‘professor’ refazer sua tática em campo e regionalizar o jogo em bases mais avançadas, recuperando o controle do Público no campo dos Direitos Cidadãos. E, ao mesmo tempo, atacar em todas as regiões desse campo dos Direitos, esgotando os jogadores do Privado! Precisaria ainda serem chamados os capitães dos dois times e a eles ser lembrado que todos os jogadores deveriam praticar o fair play, uma vez que quase todos em campo foram formados nas bases do Público! Isso tudo com total apoio da galera, já que todos os ingressos foram pagos pelas duas torcidas…

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Embora a agenda da saúde no Brasil não seja um jogo de futebol, consideramos que medidas imediatas e decisivas têm que ser tomadas na defesa do interesse público por direitos inalienáveis à saúde e à assistência, na bem formulada política de garantia de acesso universal, integral e gratuito à saúde no formato do SUS brasileiro. Para isso reforçamos as medidas técnicas e políticas defendidas pelo Movimento da Reforma Sanitária e que se encontram nesse boletim e nesse link. Caso não implantemos essa agenda de reformas, podemos até ter Copa, podemos até sermos campeões do mundo no futebol, mas teremos perdido a partida mais importante: o direito inalienável à saúde como condição preliminar de vida e bem estar de todos nós!

Diretoria e Conselho Deliberativo da APSP

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