Assinatura RSS

“A Parada LGBT em si é política”, diz representante da APOGLBT

Publicado em

“A Parada LGBT em si é política”, diz representante da APOGLBT

Fonte: Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

 

“A Parada LGBT em si é política”, diz representante da APOGLBT

Atividade da programação oficial do 18º Mês do Orgulho LGBT debateu as conquistas do segmento

APOGLBT / WALBER SILVA | 29.04.2014

O último dia do 12º Ciclo de Debates do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo foi marcado por críticas ao legislativo e à bancada evangélica. No encontro, um grupo de ativistas do movimento lotaram o auditório do Sindicado dos Comerciários, no centro da capital, na sexta-feira (25).

“As conquistas não se dão só na Parada, o nosso sucesso é marcar resistência. Em si, ela é política”, explica Nelson Matias, um dos fundadores da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. De acordo com ele, a principal conquista do evento foi a visibilidade da comunidade. “Visibilizar a nossa luta foi uma grande conquista como indivíduo e cidadão. Temos a função de trazer isso à tona”. Nelson lembrou ainda que não existe nenhuma lei no País que criminalize a homofobia.

O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou em fevereiro mais uma edição de seu Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil. Os números apontam a ocorrência de 310 assassinatos de gays, travestis e lésbicas em 2013, o que representa uma média de um assassinato a cada 28 horas.

Segundo o GGB, os governos Federal e Estaduais continuam falhando em sua tarefa de garantir a segurança da comunidade LGBT. O relatório também cita impunidade: de cada dez casos de assassinato, apenas três tiveram os autores identificados.

Em dezembro do ano passado, o plenário do Senado aprovou com 29 votos favoráveis, 12 contrários e 2 abstenções, requerimento do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) para que o projeto PLC/122 que criminaliza a discriminação de homossexuais seja apensado (anexado) ao projeto de reforma do Código Penal.

De acordo com Anselmo Figueiredo (Presidente da Parada LGBT de Piracicaba), o que incomoda as pessoas não é levar uma bandeira do arco-íris pra rua, mas, sim, a sexualidade. “Jamais alguém pode negar o que a Parada de São Paulo fez para a população LGBT. Muitas conquistas vieram dela, isso é inegável. Esse discurso de que a Parada é um carnaval, é dos gays com homofobia internalizada e dos homofóbicos”.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo também foi lembrada como uma das bandeiras de luta. “Se não acordamos, os poucos direitos que conquistamos serão perdidos por essa bancada evangélica que está aí. Nossos inimigos estão no poder”, conclui Nelson Matias.

A 18a edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo acontecerá em 4 de maio, com patrocínio da Caixa Econômica Federal, Petrobras, Netflix, Prefeitura de São Paulo e Governo Federal.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: