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PRODUÇÃO DO CUIDADO E FORMAÇÃO EM SAÚDE: RODA DE CONVERSA EM SÃO PAULO

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PRODUÇÃO DO CUIDADO E FORMAÇÃO EM SAÚDE: RODA DE CONVERSA EM SÃO PAULO

“A produção do cuidado e a formação em saúde” foi tema de Roda de Conversa realizada no Auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) no dia 8. O evento integrou a Semana Nacional de Humanização do SUS e foi realizado em parceria entre a Associação Paulista de Saúde Pública (APSP), a FSP/USP e o Centro Acadêmico Emílio Ribas (CAER).

Cleusa Pavan, da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde (PNH), e Laura Feuerwerker, da FSP/USP e conselheira da APSP, foram as convidadas da Roda. Entre os pontos debatidos, a formação, os desafios da educação permanente, a terceirização da saúde, a qualificação do atendimento e o acolhimento.

Para Laura, um dos desafios, hoje, é como promover o encantamento dos trabalhadores e apoiar os atores do SUS para saírem da “solidão”. “É difícil esse tema do encontro com o outro. Quem é esse outro do mundo do cuidado? Essa relação trabalhador-usuário é muito pouco trabalhada”, afirma.

Cleusa destacou a PNH como uma política que investe na potência do agir no micro, na micro-política das relações de cuidado. Aponta o desafio da PNH e do próprio SUS : “Temos problemas no SUS que é a descontinuidade, numa grande diferença entre política de estado, de governo e política pública. Isso atravessa o campo de produção de cuidado e de formação em saúde”, diz.

Após as falas, o debate foi aberto ao público presente. Diversos participantes se manifestaram, contando histórias, fazendo questionamentos e convidando para eventos. Ana Lucia Pereira (Unifesp/APSP) contou sobre o funcionamento e convidou a todos para participarem do Fórum de Formação em Saúde Pública/Coletiva da APSP, que tem debatido o tema e se encontrado periodicamente. A próxima reunião será no dia 22 de abril, às 16, na FSP/USP. Moacyr Bertolino Neto, do Conselho Regional de Psicologia, também convidou os presentes para o Ato 18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial 2014 (https://www.facebook.com/events/284003691758544/).

A roda terminou com considerações importantes das convidadas. Laura ressaltou que é necessário ocupar o SUS e fazer o enfrentamento no cotidiano, na perspectiva de disputa de modelo. Ambas apostam no protagonismo dos atores do SUS (gestor, trabalhador, usuário). “Todo mundo faz gestão, todo mundo governa e todo mundo resiste”, diz Laura. E Cleusa concluiu: “Resistência enquanto uma forma de re-existência”.

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