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Comunidades Terapêuticas, Internação Compulsória e Privatização do SUS são negadas na 14. Conferência Nacional de Saúde

Os militantes da Frente Estadual Antimanicomial – SP presentes como delegados da 14. Conferência Nacional de Saúde nos informaram agora:

1. As Comunidades Terapêuticas foram derrotadas já no momento de Grupos de Trabalho, nem chegando, a Plenária Final;

2. As internações compulsórias também foram rejeitadas;

3. Aprovada com aplauso, a décima moção de repúdio a todas as formas de privatizado do SUS (OS, OSCIP, Fundações..) E revogação da Lei.

4. Aprovada a proposta de adotar política de ampliação para novos serviços de saúde nos municípios, reformulando as portarias que dificultam a implantação de novas equipes de saúde da família e serviços como CAPS, Farmácia Popular, NASF devido a limitação do quantitativo populacional, ou seja, reveja os critérios populacionais para descentralizar esses serviços.

Parabéns a todos (as) os militantes da Luta Antimanicomial que se mobilizaram durante toda a Conferência. Destacando a Carta aos Delegados da 14. Conferência Nacional de Saúde! (clique aqui para ler – a Carta foi distribuida em todos os Grupos de Trabalho e durante todas as atividades da Conferência)

Será que o Plano que será lançado pelo Governo virará as costas as resoluções da 14. Conferência Nacional de Saúde?

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Sobre antimanicomialsp

A Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo surgiu do processo de organização da IV Conferencia de Saúde Mental - Intersetorial etapa São Paulo. Onde diversas organização, movimentos, entidades e militantes se uniram e realizaram a Plenária Estadual de Saúde Mental (diante da não convocação por parte do Governo do Estado de São Paulo). A idéia da Frente surgiu dessa experiência de organização da IV Conferência e também diante da conjuntura de rearticulação do setor manicomial e de ataque as conquistas do Sistema Único de Saúde, que exige atividades unificadas entre os mais diversos movimentos e organizações antimanicomiais. Visando aglutinar forças para defender a Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e o SUS.

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  1. Rafael Castro Lemos

    Comunidades terapêuticas,não usam de remédios como base de recuperação,sendo que o dependente é um doente emocional.Sendo uma doença incurável,que pode sim se viver sem
    o uso de drogas através da busca de uma nova maneira de viver,da qual se tem como base disciplina,terapia de apoio,trabalho laborterápico e desenvolvimento da Espíritualidade sem distinção de crenças,o que ajuda na fé do ser humana,porque se somente os estudos e o conhecimento do homem fossem o suficiente já teríamos no mínimo achado uma maneira saudável para evitar tantos males que as drogas vem causando nos seios de nossa famílias
    tenho a plena certeza que privar comunidades terapêuticas de qualquer benefício de ordem publica,é privar o ser humano que sofre desta doença a oportunidade de buscar essa qualidade de vida lhe propondo uma simples e melancólica redução de damos ( adiar sofrimento , esperando por uma recaída , etc.).

    Rafael Castro Lemos
    recuperando

    Responder
    • Ola rafael, o SUS (já tem parcas recursos e a insuficiências de CAPS AD 24h, de Consultórios de Rua, de leitos em Hospital Geral é patente) outras questão é que o Estado Brasileiro é Laico. Assim, os recursos públicos devem ser direcionados aos equipamentos públicos. As comunidades terapêuticas são iniciativas privadas e em sua maioria relacionada a denominações religiosas (o estado não pode privilegiar uma ou outra religião), sendo assim, não deve receber dinheiro público. Isso, sem falar que em levantamento em todos os Estados brasileiros, mostrou casos de maus tratos, tortura, falta de profissionais qualificados etc. ps. com isso, não afirmo que são todas, pelo contrário, conheço algumas que tem excelente trabalho.

      Responder
      • Sou Psicólogo e trababalho com dependentes químicos…Muitas vezes o usuário se encontra num limbo, numa escuridão, e é incapaz de ter ao menos consciência da necessidade de tratamento. É necessário sim, que as comunidades terapêuticas não sejam privadas de continuarem a exercer suas atividades. É gratificante e ecomocionante quando ouço de ex internos em instituições as quais foram sem o consentimento, e atualmente agradecem, olham para trás com olhar de gratidão, pois afirmam que jamais teriam saido desse limbo por vontade própria, pois estavam a todo momento inconscientes da necessidade de tratamento. A forma como algumas outras possibilidades de tratamento são colocadas, são muito bonitas teoricamente, porém a prática somente quem trabalha com usuários e ex usuários de drogas juntamente aos seus familiares, é capaz de entender o quão forte e dolorido é esse processo.

      • Ola Thiago, quem esteve presente na 14. Conf. Nacioonal de Saúde são familiares, usuários, profissionais e gestores SUS. Sendo assim, tds trabalham ou usam os equipamentos de saúde. Ninguém disse que é para as Comunidades Terapêuticas parem seu trabalho (aquelas poucas que desenvolvem um trabalho sério – veja a Inspeção Nacional nas CT´s – barbarie). O que a Conferência decidiu é que entidades privadas e religiosas não devem receber verba SUS, pois o Estado é laico (não pode favorecer ou induzir tratamento de um grupo religioso ou outro), e o SUS já tem problema de recursos, e precisa de +++ investimento em seus serviços, e não pode se dar o luxo de repassa-los para entidades privadas.

  2. Pingback: Comunidades Terapêuticas, Internação Compulsória e Privatização do SUS são negadas na 14. Conferência Nacional de Saúde : DAR – Desentorpecendo A Razão

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